Saúde

SANTA CASA DE BARRETOS é destaque na doação órgãos na nossa região

SANTA CASA DE BARRETOS é destaque na doação órgãos na nossa região

No Brasil a espera por um órgão tem uma lista de mais de 41 mil pessoas e mais de 26 mil só para córneas
 
Foto: da esquerda para a direita, Dr. Mario Guimaraes, Dr. Marcelo Bonvento, Enf. Cleiton Luiz Freire, Enf. Taianara Barbosa Rodrigues de Souza, Enf. Celso Junior Bernardinelli e Enf. Camila Amaro Brandão, equipes CIHDOTT e OPO.
 
Na última semana, a equipe CIHDOTT - Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante da Santa Casa de Misericórdia de Barretos recebeu a visita da OPO - Organização de Procura de Órgãos, de Ribeirão Preto, para prestigiar o trabalho realizado em 2023. Uma parceria que tem salvado vidas. 
 
reunião entre as equipes CIHDOTT e OPO

A Santa Casa de Barretos no ano de 2023 apresentou bons resultados nas taxas de notificações de paciente com morte encefálica e na taxa de efetivação das doações. Nos casos de paciente com morte encefálica elegíveis para doação de órgãos, a taxa de recusa dos familiares para permitir a doação de órgãos, ficou abaixo da média do estado do estado de SP para o mesmo período. 

coordenador do CIHDOTT - Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante da Santa Casa de Misericórdia de Barretos, Dr. Mário Roberto Rezende Guimarães Júnior
 
A equipe da CIHDOTT é composta por médicos, enfermeiros e equipe multidisciplinar do hospital, responsáveis por realizar anualmente ações educativas para conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos, que salva vidas em todo o país, uma vez que o hospital tem como referência a OPO Ribeirão Preto, que coordena as equipes de retirada e transporte do órgão doado, seguindo a legislação que define as prioridades da fila de pacientes inscritos no Sistema Informatizado de Gerenciamento (SIG), que é gerenciado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
 
Dr. Mário com a enfermeira Tainara Barbosa Rodrigues de Souza, integrante da CIHDOTT

De acordo com o coordenador da UTI - Unidade de Tratamento Intensivo e da CIHDOTT - Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante da Santa Casa de Misericórdia de Barretos, Dr. Mário Roberto Rezende Guimarães Júnior:

“a Santa Casa tem uma atuação que é referência na doação de órgãos no interior do estado, no ano passado, cerca de dois mil pacientes passaram pelos 30 leitos de UTI do hospital e, infelizmente, 28 tiveram o diagnóstico de morte encefálica, que permite a doação de órgãos. Após o criterioso protocolo de diagnostico de morte encefálica, que envolve dois médicos especialistas e exames complementares, seguido do consentimento dos familiares, parte destes pacientes foram encaminhados para a doação de órgãos e tecidos", afirmou o Dr. Mário.
 
"Sempre orientamos sobre a doação de órgãos, pois ao doar, aquela pessoa pode salvar outra vida que está na fila de transplante. Por isso, o paciente deve comunicar em vida aos pais, filhos, esposa ou marido sobre a decisão de doar seus órgãos, afinal, a legislação brasileira prevê que a doação só pode ser realizada após o consentimento da família”, explica o coordenador.
 
A enfermeira Tainara Barbosa Rodrigues de Souza, integrante da CIHDOTT, explica como funciona a comunicação a OPO - Organização de Procura de Órgãos da região de Ribeirão Preto.
 
"Após o óbito do paciente, por morte encefálica ou, em alguns casos, de parada cardíaca, realizamos a abordagem com os familiares, explicamos sobre a doação de órgãos e como ela funciona. Também ressaltamos que, ao doar as córneas, por exemplo, duas pessoas serão beneficiadas, e que muitos brasileiros estão na fila de espera. É um trabalho de sensibilização muito importante, feito com todo o acolhimento que essa família precisa num momento tão sensível”, diz.
 
Dr. Mário Roberto Rezende Guimarães Júnior, esclarece que:
 
Após o consentimento da família começa uma corrida contra o tempo, são feitos todos os exames necessários, a confirmação é dada à equipe da OPO - Organização de Procura de Órgãos, no nosso caso, da região de Ribeirão Preto, e a partir daí traçamos um plano para que a captação seja feita no menor tempo possível, mantendo esse potencial doador em condições estáveis, para que os órgãos tenham a viabilidade para o receptor, ou receptores, de algum lugar do Brasil, em alguns casos é utilizado até o transporte aéreo para agilizar o recebimento ", concluiu. 

FURQUIM

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